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{"id":3216,"date":"2025-09-06T10:22:28","date_gmt":"2025-09-06T13:22:28","guid":{"rendered":"https:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/2025\/09\/06\/assistencia-ao-parto-avanca-no-brasil-mas-pre-natal-ainda-preocupa\/"},"modified":"2025-09-06T10:22:28","modified_gmt":"2025-09-06T13:22:28","slug":"assistencia-ao-parto-avanca-no-brasil-mas-pre-natal-ainda-preocupa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/2025\/09\/06\/assistencia-ao-parto-avanca-no-brasil-mas-pre-natal-ainda-preocupa\/","title":{"rendered":"Assist\u00eancia ao parto avan\u00e7a no Brasil, mas pr\u00e9-natal ainda preocupa"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Dados da maior pesquisa sobre parto e nascimento no Brasil mostram avan\u00e7os expressivos na pr\u00e1tica hospitalar. <strong>A realiza\u00e7\u00e3o de episiotomia, o corte do canal vaginal\u00a0com bisturi, para supostamente aumentar a via de passagem do beb\u00ea, caiu de 47% para 7% nos partos vaginais ocorridos no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), em cerca de dez\u00a0anos.<\/strong> Queda semelhante (de 36% para 9%) foi observada na realiza\u00e7\u00e3o da manobra de Kristeller, quando o profissional de sa\u00fade sobe sobre a gestante ou empurra a sua barriga com for\u00e7a, para acelerar o nascimento.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1657179&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1657179&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>No sistema privado, a redu\u00e7\u00e3o foi ainda mais expressiva: apenas 2% das mulheres que tiveram parto vaginal relataram ter\u00a0passado pela manobra, que \u00e9 considerada uma forma de viol\u00eancia obst\u00e9trica e traz risco para a parturiente e o beb\u00ea<\/strong>. Os dados fazem parte da Pesquisa Nascer no Brasil 2, realizada pela Fiocruz, que coletou dados de mais de 22 mil mulheres entre 2021 e 2023.<\/p>\n<p>Nessa quinta-feira (4), os pesquisadores divulgaram as informa\u00e7\u00f5es referentes ao estado do Rio de Janeiro e adiantaram algumas informa\u00e7\u00f5es nacionais, para compara\u00e7\u00e3o. Eles mostram que aumentou a quantidade de mulheres que puderam se alimentar e se movimentar durante o parto e que quase todas que pariram no Rio de Janeiro, tanto no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), quanto em unidades particulares, optaram por posi\u00e7\u00f5es verticalizadas, que favorecem a sa\u00edda do beb\u00ea. \u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;\u00c9 uma ades\u00e3o enorme \u00e0s boas pr\u00e1ticas e uma elimina\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias. No Rio, n\u00e3o tem mais aquela forma de parir, em litotomia, em que a mulher fica com as pernas pra cima, , sem poder fazer for\u00e7a. Acabou. Isso \u00e9 lindo! \u00c9 uma mudan\u00e7a de cultura que estamos vendo. N\u00e3o est\u00e1 perfeito, mas \u00e9 uma mudan\u00e7a enorme na aten\u00e7\u00e3o ao parto, fruto de pol\u00edticas p\u00fablicas&#8221;, afirmou\u00a0a coordenadora-geral da pesquisa, Maria do Carmo Leal.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>P<strong>or outro lado, a propor\u00e7\u00e3o daquelas que tiveram acesso \u00e0 analgesia, para reduzir as dores das contra\u00e7\u00f5es, caiu de 7% para 2% no SUS\u00a0em todo o Brasil, e apenas 1% no Rio de Janeiro<\/strong>. Nos servi\u00e7os privados, a queda nacional foi de 42% para 33%, chegando a 30% no estado. &#8220;Entre as mulheres que entraram em trabalho de parto\u00a0no Rio de Janeiro, caminhou melhor para o parto vaginal quem fez uso de analgesia, mostrando que talvez tenhamos\u00a0aqui um aliado. Foi quase seis vezes maior a chance de terminar em um parto vaginal&#8221;, acrescentou\u00a0Maria do Carmo.<\/p>\n<p>&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>no WhatsApp<\/p>\n<p><strong>A pesquisa tamb\u00e9m mostra que os \u00edndices de parto normal e cesarianas permanecem um grande desafio no pa\u00eds. A quantidade de mulheres que passaram pela cirurgia no SUS aumentou de 43% para 48%, comparando com a primeira edi\u00e7\u00e3o do levantamento, divulgado em 2014.<\/strong><\/p>\n<p>A coordenadora-geral da pesquisa ressalva que, ao menos, a maior parte desse aumento se refere a cesarianas intraparto, ou seja, realizadas ap\u00f3s a mulher entrar em trabalho de parto, que totalizaram 13% no Brasil. <strong>Os partos vaginais no SUS somaram 52% no Brasil e 50% no estado.<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o de ces\u00e1reas no sistema privado foi de 81% no pa\u00eds e 86% no Rio de Janeiro, e apenas 9% e 7%, respectivamente, foram feitas ap\u00f3s o in\u00edcio do trabalho de parto. Ainda assim, houve ligeiro aumento na quantidade de partos vaginais no Brasil, de 12% para 19%. A recomenda\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da\u00a0Sa\u00fade \u00e9 que as cirurgias sejam feitas apenas em casos de necessidade e o \u00edndice do pa\u00eds n\u00e3o passe de 15%.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio sobre o pr\u00e9-natal mostrado pela pesquisa, no entanto, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o positivo. <strong>Apesar de 98,5% das mulheres do Rio de Janeiro terem recebido o acompanhamento, apenas um ter\u00e7o apresentava registro completo de aferi\u00e7\u00e3o de press\u00e3o arterial e exames de glicemia.<\/strong> Esses exames s\u00e3o essenciais para detectar e controlar as duas complica\u00e7\u00f5es mais comuns e perigosas da gesta\u00e7\u00e3o: a hipertens\u00e3o e o diabetes. Menos de 34% tiveram prescri\u00e7\u00e3o registrada de \u00e1cido f\u00f3lico, subst\u00e2ncia essencial para o desenvolvimento neurol\u00f3gico do feto, e apenas 31,6% foram vacinadas contra o t\u00e9tano e a hepatite B, dois dos principais imunizantes que devem ser tomados na gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Maria do Carmo Leal destaca outras lacunas importantes no cuidado das gestantes de alto risco, ou seja, que j\u00e1 tinham alguma condi\u00e7\u00e3o diagnosticada no momento do parto.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Setenta e cinco por cento\u00a0delas nunca fizeram uma consulta com especialista, s\u00f3 na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Tem alguma coisa errada aqui. Trinta e seis por cento dessas mulheres disseram que a press\u00e3o arterial delas n\u00e3o foi medida em todas as consultas e tamb\u00e9m n\u00e3o tinham exame de glicemia, como o recomendado. S\u00e3o mulheres que peregrinaram mais (at\u00e9 serem admitidas para o parto), porque n\u00e3o tinha vaga, mas principalmente porque eram de alto risco e deveriam procurar uma unidade adequada. Peregrinar na hora do parto \u00e9 tudo que elas n\u00e3o tinham que fazer&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-09\/assistencia-ao-parto-avanca-no-brasil-mas-pre-natal-ainda-preocupa\">Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados da maior pesquisa sobre parto e nascimento no Brasil mostram avan\u00e7os expressivos na pr\u00e1tica hospitalar. 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