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{"id":3644,"date":"2025-09-21T18:23:01","date_gmt":"2025-09-21T21:23:01","guid":{"rendered":"http:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/2025\/09\/21\/sequelas-permanentes-afetam-1-3-dos-motociclistas-vitimas-do-transito\/"},"modified":"2025-09-21T18:23:01","modified_gmt":"2025-09-21T21:23:01","slug":"sequelas-permanentes-afetam-1-3-dos-motociclistas-vitimas-do-transito","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/2025\/09\/21\/sequelas-permanentes-afetam-1-3-dos-motociclistas-vitimas-do-transito\/","title":{"rendered":"Sequelas permanentes afetam 1\/3 dos motociclistas v\u00edtimas do tr\u00e2nsito"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Um ter\u00e7o das v\u00edtimas de sinistros de tr\u00e2nsito com motocicletas atendidas nos principais servi\u00e7os de ortopedia e traumatologia do pa\u00eds passa a sofrer com sequelas permanentes desses incidentes. A conclus\u00e3o \u00e9 de uma pesquisa divulgada nesta semana pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), que ouviu 95 chefes e preceptores de servi\u00e7os de resid\u00eancia em ortopedia credenciados junto \u00e0 entidade.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1659548&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1659548&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Segundo as respostas reunidas na pesquisa, os servi\u00e7os receberam, em m\u00e9dia, 360 v\u00edtimas do tr\u00e2nsito por m\u00eas nos \u00faltimos 6 meses. Isso equivale a dizer que mais de dez pacientes feridos nesses incidentes foram hospitalizados por dia.<\/p>\n<p>Dois ter\u00e7os desses pacientes eram motociclistas, segundo a pesquisa. Ao receber alta, 56,7% deles passaram a conviver com poucas sequelas, e 33,9% sofreram sequelas permanentes.<\/p>\n<p>Em 82% dos casos, essas v\u00edtimas passaram a relatar quadros de dor cr\u00f4nica. Sequelas mais graves, entretanto, tamb\u00e9m s\u00e3o frequentes:<\/p>\n<ul>\n<li>69,5% ficam com deformidades;<\/li>\n<li>67,4% permanecem com d\u00e9ficit motor;<\/li>\n<li>35,8% passam por amputa\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O estudo foi apresentado em um f\u00f3rum sobre o tema promovido pela SBOT na C\u00e2mara dos Deputados na quinta-feira (17), como parte da campanha <em>Na moto, na moral<\/em>, que busca reduzir a mortalidade de motociclistas no tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>O presidente da SBOT, Paulo Lobo, reconhece que a moto \u00e9 um meio de transporte e de renda para muitos brasileiros. Ele esclarece, no entanto, que o objetivo da campanha e da pesquisa \u00e9 contribuir para um cen\u00e1rio de maior seguran\u00e7a vi\u00e1ria.\u00a0<\/p>\n<p><strong>\u201cEstamos vivendo uma epidemia de sinistros com motos\u201d, alertou.<\/strong><\/p>\n<p>Em novembro do ano passado, J\u00e9ssica Santos, de 29 anos de idade, voltava para casa de uma festa na garupa da moto de um amigo. Quando faltavam apenas 5 minutos para chegar em seu endere\u00e7o, no Rio de Janeiro, eles colidiram de frente com outra moto. J\u00e9ssica foi lan\u00e7ada no asfalto, teve ferimentos graves na pelve, fraturou a bacia e quebrou a m\u00e3o esquerda.<\/p>\n<p>Ao ser socorrida, ela passou por uma primeira cirurgia de urg\u00eancia no Hospital Municipal Salgado Filho, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, onde passou mais 3 dias internada antes de ser transferida para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Quase 1 ano ap\u00f3s o ocorrido, J\u00e9ssica ainda n\u00e3o recuperou a mobilidade da m\u00e3o fraturada e enfrenta sequelas principalmente na regi\u00e3o da bacia.<\/p>\n<p>\u201cHoje em dia, fa\u00e7o fisioterapia para poder recuperar os movimentos. Recuperei cerca de 70%, mas ainda n\u00e3o tenho for\u00e7a na m\u00e3o. Ainda sinto bastante dor na bacia, sinto dores na pelve, na virilha e no c\u00f3ccix, onde tenho um parafuso de tit\u00e2nio. E tenho uma colostomia que ainda n\u00e3o posso reverter\u201d, disse.<\/p>\n<h2>Perfil das v\u00edtimas<\/h2>\n<p><strong>O estudo tra\u00e7a um perfil das v\u00edtimas de sinistros com motocicletas atendidas nos servi\u00e7os de ortopedia:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>72,8% eram homens;<\/li>\n<li>40,7% tinham entre 20 e 29 anos;<\/li>\n<li>64% eram motociclistas;<\/li>\n<li>23,2% estavam na garupa;<\/li>\n<li>10,9% eram pedestres;<\/li>\n<li>29,2% tinham ingerido \u00e1lcool;<\/li>\n<li>16% usaram outras drogas;<\/li>\n<li>47,1% dos sinistros foram colis\u00f5es com autom\u00f3veis;<\/li>\n<li>44,5% foram quedas.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Cirurgias\u00a0<\/h2>\n<p>Assim como J\u00e9ssica, em muitos casos, essas v\u00edtimas precisam de cirurgias para o tratamento dos ferimentos. Os profissionais entrevistados informaram que os servi\u00e7os de ortopedia em que trabalham realizam, por m\u00eas, uma m\u00e9dia de 45 cirurgias de baixa complexidade, 58 de m\u00e9dia complexidade e 43 de alta complexidade em v\u00edtimas dos sinistros com motocicletas.<\/p>\n<p><strong>Essa demanda impactou de forma relevante a programa\u00e7\u00e3o desses servi\u00e7os de sa\u00fade nos \u00faltimos 6 meses.<\/strong> Segundo a pesquisa, os sinistros de tr\u00e2nsito foram a principal causa da m\u00e9dia de 18 cirurgias eletivas adiadas por m\u00eas para atender a casos inesperados nesses hospitais.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Os dados mostram que at\u00e9 mesmo cirurgias de emerg\u00eancia precisaram ser canceladas para que casos mais urgentes envolvendo v\u00edtimas de sinistros de tr\u00e2nsito pudessem ser tratados. Nesse caso, foram oito cancelamentos por m\u00eas, em m\u00e9dia.\u00a0<\/p>\n<p><strong>A maior parte dessas v\u00edtimas \u00e9 operada em menos de uma semana (60%) e passa menos de uma semana ap\u00f3s a cirurgia internada (71,6%).<\/strong><\/p>\n<p>Ainda assim, \u00e9 alto o percentual dos que passam mais tempo no hospital: 31% esperam entre 7 e 15 dias pela cirurgia, e 8% esperam mais de 15 dias.\u00a0J\u00e1 no p\u00f3s operat\u00f3rio, 16,8% ficam at\u00e9 15 dias internadas e 11,6% ficam entre 15 e 30 dias em um leito hospitalar.<\/p>\n<h2>Perfil das les\u00f5es<\/h2>\n<p>A maior parte desses pacientes requer cuidados de m\u00e9dia (43,2%) ou alta complexidade (32,6%), segundo a pesquisa.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;As les\u00f5es traum\u00e1ticas est\u00e3o mais complexas. N\u00e3o s\u00e3o mais simples fraturas, s\u00e3o realmente explos\u00f5es de articula\u00e7\u00f5es e poli fraturados&#8221;, explica o ortopedista Marcos Musafir, que apresentou o estudo durante o f\u00f3rum.<\/p>\n<p><strong>Mais da metade das les\u00f5es (51,4%) acomete os membros inferiores desses pacientes, mas um em cada cinco tamb\u00e9m tem les\u00f5es nos membros superiores (22,8%) e na coluna vertebral (22,8%).<\/strong><\/p>\n<p>Com ferimentos abertos e expostos ao asfalto e ao ambiente, esses pacientes apresentam infec\u00e7\u00f5es p\u00f3s-operat\u00f3rias em 6,5% dos casos e precisam ser reinternados em 12,9%.<\/p>\n<h2>Propostas<\/h2>\n<p>O coordenador de Engenharia da Secretaria Nacional de Tr\u00e2nsito (Senatran), Marco Ant\u00f4nio Motta, informou que est\u00e1 em desenvolvimento um programa nacional de seguran\u00e7a de motociclistas, para o qual est\u00e3o abertas sugest\u00f5es at\u00e9 29 de setembro, por meio da Plataforma Brasil.\u00a0<\/p>\n<p>Motta revelou que est\u00e1 em fase experimental o projeto de faixas azuis, exclusivas para motociclistas, em 50 trechos de cinco cidades brasileiras: S\u00e3o Paulo, Santo Andr\u00e9, S\u00e3o Bernardo do Campo, Salvador e Recife. Essa etapa deve se estender at\u00e9 31 de mar\u00e7o do ano que vem.<\/p>\n<p><strong>\u201cA partir desse momento, vamos fazer a avalia\u00e7\u00e3o do projeto. Se a Senatran considerar vi\u00e1vel, vai propor uma minuta de resolu\u00e7\u00e3o ao Contran [Conselho Nacional de Tr\u00e2nsito], e os munic\u00edpios interessados em implantar poder\u00e3o faz\u00ea-lo dentro dos par\u00e2metros t\u00e9cnicos\u201d, explicou.<\/strong><\/p>\n<p>Representante do Conselho Nacional dos Secret\u00e1rios Estaduais de Sa\u00fade (Conass) no f\u00f3rum, Leonardo Vilela ressaltou a urg\u00eancia de reduzir o impacto causado pelo problema dos sinistros de tr\u00e2nsito com motocicletas e defendeu que \u00e9 preciso reduzir os incentivos fiscais \u00e0 cadeia de produ\u00e7\u00e3o desses ve\u00edculos e tornar mais barato e acess\u00edvel o processo de habilita\u00e7\u00e3o de condutores.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAl\u00e9m do preju\u00edzo humano, das mortes, ferimentos e sequelas, o preju\u00edzo econ\u00f4mico que existe \u00e9 muito grande, com o dano material dos ve\u00edculos envolvidos, as pessoas paradas sem produzir e receber sal\u00e1rio, o custo que gera para o sistema de sa\u00fade, o custo que gera para a previd\u00eancia social, com aposentadorias e aux\u00edlios-doen\u00e7a\u201d, descreveu.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cCausa espanto que a motocicleta, que \u00e9 o grande respons\u00e1vel por esses sinistros, seja subsidiada\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Para o diretor-executivo do Sindicato dos Empregados Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro (Sindmoto-RJ), Marcelo Matos, \u00e9 necess\u00e1rio ampliar as campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre seguran\u00e7a vi\u00e1ria na condu\u00e7\u00e3o de motocicletas e cobrar mais garantias aos motociclistas de aplicativos, que hoje trabalham sem v\u00ednculos empregat\u00edcios.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cTem que fazer uma campanha massiva para mostrar os riscos das motocicletas. Hoje, infelizmente, voc\u00ea v\u00ea uma molecada de chinelo, andando sem habilita\u00e7\u00e3o e trabalhando com conta fake. E o resultado disso s\u00e3o hospitais ortop\u00e9dicos lotados. E as empresas n\u00e3o t\u00eam preocupa\u00e7\u00e3o quanto a isso. Se um se acidentar, tem 1 mil para colocar no lugar dele\u201d, defendeu.<\/p>\n<p><strong>Matos aponta que, desde a chegada dos aplicativos de entrega, em 2014, e de motot\u00e1xi, a partir de 2020, houve uma explos\u00e3o da frota de motocicletas e do contingente de trabalhadores plataformizados.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Motociclista h\u00e1 34 anos, ele conta que, hoje, aos 55 anos de idade, sofre com dores na lombar e na cervical, e se preocupa que a gera\u00e7\u00e3o que trabalha muito mais horas diariamente em plataformas, sem direito a f\u00e9rias ou seguridade social, ter\u00e1 ainda mais les\u00f5es causadas pelo trabalho e os acidentes.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cMuitos que eram de outras atividades migraram para a nossa, sem qualifica\u00e7\u00e3o nem habilita\u00e7\u00e3o. Eles n\u00e3o t\u00eam seguridade nenhuma e muitos n\u00e3o pagam nem o MEI [microempreendedor individual]\u201d, alerta.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cOs jovens est\u00e3o ficando sequelados e sem direito a nada. E quem segura? \u00c9 a fam\u00edlia, \u00e9 o amigo mais pr\u00f3ximo. O cen\u00e1rio \u00e9 muito triste, e o problema \u00e9 crescente. O poder p\u00fablico precisa tomar uma posi\u00e7\u00e3o en\u00e9rgica quanto a isso\u201d, reivindica.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2025-09\/sequelas-permanentes-afetam-um-terco-dos-motociclistas-no-transito\">Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ter\u00e7o das v\u00edtimas de sinistros de tr\u00e2nsito com motocicletas atendidas nos principais servi\u00e7os de ortopedia e traumatologia do pa\u00eds passa a sofrer com sequelas permanentes desses incidentes. A conclus\u00e3o \u00e9 de uma pesquisa divulgada nesta semana pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), que ouviu 95 chefes e preceptores de servi\u00e7os de resid\u00eancia&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3645,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[1953,163,1954,1952,1951,1955,1466],"class_list":["post-3644","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude","tag-afetam","tag-dos","tag-motociclistas","tag-permanentes","tag-sequelas","tag-transito","tag-vitimas"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3644","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3644"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3644\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3645"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3644"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3644"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3644"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}