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{"id":3990,"date":"2025-10-01T21:13:55","date_gmt":"2025-10-02T00:13:55","guid":{"rendered":"https:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/2025\/10\/01\/brasilia-conferencistas-exigem-politicas-para-todas-as-mulheridades\/"},"modified":"2025-10-01T21:13:55","modified_gmt":"2025-10-02T00:13:55","slug":"brasilia-conferencistas-exigem-politicas-para-todas-as-mulheridades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/2025\/10\/01\/brasilia-conferencistas-exigem-politicas-para-todas-as-mulheridades\/","title":{"rendered":"Bras\u00edlia: conferencistas exigem pol\u00edticas para todas as &#8220;mulheridades&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>A can\u00e7\u00e3o <em>Maria, Maria<\/em>, de Milton Nascimento e Fernando Brant, foi cantada em coro pelas quase 4 mil credenciadas na 5\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Pol\u00edticas para as Mulheres (5\u00aa CNPM), em Bras\u00edlia, nesta quarta-feira (1\u00ba), \u00faltimo dia da mobiliza\u00e7\u00e3o nacional. Juntas, elas homenagearam a for\u00e7a e a resili\u00eancia das mulheres brasileiras.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1661060&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1661060&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Com o tema <em>Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas<\/em>, a 5\u00aa CNPM debateu quest\u00f5es como o enfrentamento \u00e0s desigualdades sociais, econ\u00f4micas e raciais; fortalecimento das mulheres em espa\u00e7os de poder e decis\u00e3o; combate a todos os tipos de viol\u00eancia de g\u00eanero, pol\u00edticas de cuidado.<\/p>\n<h2>Multifacetadas<\/h2>\n<p><strong>Pelos corredores do evento, o novo conceito de \u201cmulheridades\u201d foi amplamente difundido para informar e destacar a pluralidade e a diversidade de identidades das mulheres que vivem no Brasil e suas experi\u00eancias.<\/strong><\/p>\n<p>Mulheres negras, com defici\u00eancia, LBTs [l\u00e9sbicas, bissexuais e transg\u00eaneras], ind\u00edgenas, quilombolas, de povos e comunidades tradicionais, jovens, idosas, m\u00e3es at\u00edpicas, mulheres das cidades, do campo e das \u00e1guas, ciganas, migrantes e refugiadas enviaram suas representa\u00e7\u00f5es. Uma a uma encarregada de lutar por direitos e de dar visibilidade \u00e0s suas causas.<\/p>\n<p>De Jundia\u00ed (SP), Mayara Alice Zambon pediu respeito a toda diversidade, a toda a \u2018mulheridade\u2019. Ela se descreve como mulher cis, pansexual. Mayara acredita no feminismo interseccional, abordagem que reconhece diferentes eixos de opress\u00e3o que se interligam, como ra\u00e7a, sexualidade, defici\u00eancia e classe econ\u00f4mica. \u201cMulheres s\u00e3o mulheres em sua totalidade. Ningu\u00e9m nasce [mulher]. Se torna uma\u201d, parafraseando a escritora e feminista francesa, Simone de Beauvoir.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=439030:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/hvQUwu7lZpZCism4TJnCybjMU1s=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/10\/01\/0d9a5343.jpg?itok=ExcxQzJ3\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 01\/10\/2025 \u2013 Dalvilene Cardoso, durante a 5\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Pol\u00edticas para as Mulheres.&#13;&#10;Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/hvQUwu7lZpZCism4TJnCybjMU1s=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/10\/01\/0d9a5343.jpg?itok=ExcxQzJ3\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 01\/10\/2025 \u2013 Dalvilene Cardoso, durante a 5\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Pol\u00edticas para as Mulheres.&#13;&#10;Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=439030 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Dalvilene Cardoso se considera uma mulher de fibra\u00a0&#8211; <strong>Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=439030--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>J\u00e1 a enfermeira Dalvilene Cardoso, que integra o coletivo de mulheres com defici\u00eancia de S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o, considera-se uma \u201cmulher de fibra\u201d. O punho dela levanta pelo fim da escala de trabalho 6&#215;1, da viol\u00eancia de g\u00eanero, e pela valoriza\u00e7\u00e3o de profiss\u00e3o dentro da pol\u00edtica de cuidados da sociedade.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cViva as mulheres. Quero menos viol\u00eancia, n\u00e3o anistia [aos golpistas], mais democracia, mais respeito e, claro, mais educa\u00e7\u00e3o. Somente por meio da educa\u00e7\u00e3o nos tornaremos mulheres decididas e determinadas\u201d, entende Dalvilene.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Em uma roda de mulheres cadeirantes, na entrada do pr\u00e9dio da confer\u00eancia, a produtora cultural de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (SP), Vanessa Corn\u00e9lio, se agiganta contra o capacitismo, que \u00e9 a\u00a0discrimina\u00e7\u00e3o e o preconceito contra pessoas com defici\u00eancia (PCD), baseado erroneamente na cren\u00e7a de que s\u00e3o inferiores e incapazes.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos de pol\u00edticas educacionais que atinjam a popula\u00e7\u00e3o para desmistificar e tirar a imagem e o r\u00f3tulo pejorativo e pesado de uma depend\u00eancia. E ainda que as pessoas nos reconhe\u00e7am para al\u00e9m da defici\u00eancia vis\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p>Vanessa completa com o modo que \u00e9 vista em sociedade. \u201cMuitas vezes, somos tratadas com infantiliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o reconhecem o nosso potencial. \u00c9 um le\u00e3o por dia, todos os dias. Temos que nos colocar e explicar quem somos\u201d, lastima.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=439031:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/QvFqwAuUescslHw6CuY-A75Lzg4=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/10\/01\/0d9a5349.jpg?itok=j_OYhI3k\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 01\/10\/2025 \u2013 Magna Caib\u00e9 durante a 5\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Pol\u00edticas para as Mulheres.&#13;&#10;Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/QvFqwAuUescslHw6CuY-A75Lzg4=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/10\/01\/0d9a5349.jpg?itok=j_OYhI3k\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 01\/10\/2025 \u2013 Magna Caib\u00e9 durante a 5\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Pol\u00edticas para as Mulheres.&#13;&#10;Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=439031 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Magna Caib\u00e9 levou as demandas dos povos ind\u00edgenas baianos para a confer\u00eancia\u00a0\u00a0<strong>Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=439031--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>A ind\u00edgena Magna Caib\u00e9 viajou 1,5 quil\u00f4metros (km) de Euclides da Cunha (BA) at\u00e9 a capital federal para trazer as demandas dos povos origin\u00e1rios da Bahia. Ao relatar viol\u00eancias que as ind\u00edgenas sofrem, Magna n\u00e3o admite que a\u00a0viol\u00eancia masculina seja encarada como um fen\u00f4meno cultural e do\u00a0patriarcado, onde os homens supostamente deteriam a autoridade e o poder sobre as mulheres.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 cultural. Nossa cultura \u00e9 a nossa ancestralidade, s\u00e3o nossas tradi\u00e7\u00f5es. \u00a0A mulher ind\u00edgena n\u00e3o est\u00e1 acostumada a ser violentada. Eu vim aqui para falar \u201cn\u00e3o\u201d \u00e0 cultura de viol\u00eancia das mulheres ind\u00edgenas.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A professora Maria Elis\u00e2ngela Santos, de Aracaju, quer uma sociedade justa e igualit\u00e1ria, frente \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o e ao racismo. \u201cAs mulheres negras querem nessa confer\u00eancia que todos estejam colocados em uma linha t\u00eanue, onde nenhuma mulher tenha mais e outras menos. A mesma sa\u00fade que \u00e9 dada a uma mulher n\u00e3o-negra, deve ser dada a outra mulher negra, a uma mulher trans, independentemente da sua ra\u00e7a e da sua religi\u00e3o.\u201d<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=439027:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/-bOJ8rH0uBPBlqRD_IMV3AZmVls=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/10\/01\/0d9a5292.jpg?itok=ImaCrKYv\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 01\/10\/2025 \u2013 Maria Elis\u00e2gela dos Santos na 5\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Pol\u00edticas para as Mulheres.&#13;&#10;Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/-bOJ8rH0uBPBlqRD_IMV3AZmVls=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/10\/01\/0d9a5292.jpg?itok=ImaCrKYv\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 01\/10\/2025 \u2013 Maria Elis\u00e2gela dos Santos na 5\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Pol\u00edticas para as Mulheres.&#13;&#10;Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=439027 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Maria Elis\u00e2gela dos Santos quer uma sociedade justa e igualit\u00e1ria, frente \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o e ao racismo- <strong>Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=439027--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>A conferencista ainda questiona o fato de que\u00a0a m\u00e9dia salarial de uma mulher negra pode ser cerca de 50% menor que a de um homem branco.<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres negras se encontram abaixo da pir\u00e2mide salarial. Brigo por um espa\u00e7o mais justo, porque n\u00f3s trabalhamos igualmente aos demais, cuidamos de casa, da fam\u00edlia, na maioria das vezes somos m\u00e3es-solos. Por enquanto, sororidade, est\u00e1 sendo somente uma palavra bonita.\u201d<\/p>\n<p>A estudante de direito Ana Eva dos Santos, de 24 anos, reconhece que sofre com a transfobia diariamente, mas diz que\u00a0conta com o apoio materno. Ana Eva \u00e9 volunt\u00e1ria do projeto solid\u00e1rio Associa\u00e7\u00e3o Gold, casa de acolhimento de pessoas LGBTQIA+, em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade socioecon\u00f4mica.<\/p>\n<p>\u201cA confer\u00eancia \u00e9 um espa\u00e7o de di\u00e1logo democr\u00e1tico para discutir pol\u00edticas p\u00fablicas e espa\u00e7o de escuta para o Estado entender nossas demandas, enquanto pessoas trans, em situa\u00e7\u00e3o de rua, dentro das diversas interseccionalidades: de pessoas negras, com defici\u00eancias e com as nossas mulheridades.\u201d<\/p>\n<p>Iy\u00e1 Nif\u00e1 If\u00e1lere, sacerdotisa de umbanda, religi\u00e3o que escolheu h\u00e1 35, trouxe com orgulho na mala as mesmas vestes que usa no terreiro de Cuiab\u00e1. No Distrito Federal, ela circula na confer\u00eancia para marca posi\u00e7\u00e3o e exigir respeito \u00e0s m\u00e3es de ax\u00e9, que ela diz serem invisibilizadas.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=439028:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/bDSAIsyAv57VW0w2tojwoXx4k6k=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/10\/01\/0d9a5309.jpg?itok=_QK0rhfE\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 01\/10\/2025 \u2013 Iy\u00e1nif\u00e1 If\u00e1lere, durante a 5\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Pol\u00edticas para as Mulheres.&#13;&#10;Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/bDSAIsyAv57VW0w2tojwoXx4k6k=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/10\/01\/0d9a5309.jpg?itok=_QK0rhfE\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 01\/10\/2025 \u2013 Iy\u00e1nif\u00e1 If\u00e1lere, durante a 5\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Pol\u00edticas para as Mulheres.&#13;&#10;Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=439028 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">\u00a0Iy\u00e1 Nif\u00e1 If\u00e1lere marcou presen\u00e7a na confer\u00eancia para pedir respeito \u00e0s m\u00e3es de ax\u00e9 &#8211;\u00a0<strong>Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=439028--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cTentaram nos calar. Sofremos muito, principalmente pelas nossas vestes, n\u00e3o somos aceitas perante a sociedade, tudo isso precisa ser desmistificado. Porque essa \u00e9 a minha identidade, eu sou uma mulher de ax\u00e9, eu carrego meu Ax\u00e9 e sem ele n\u00e3o sou ningu\u00e9m.\u201d<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria municipal da Mulher de Tut\u00f3ia (MA), Cristiana Rocha Diniz, relata que mesmo tendo implantado o programa Patrulha Maria da Penha, de seguran\u00e7a p\u00fablica, o munic\u00edpio n\u00e3o tem recursos p\u00fablicos para proteger as mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cVejo nas localidades que a secretaria da mulher em si, s\u00f3 tem o nome. N\u00e3o temos verbas para quebrar essa viol\u00eancia. A mulher do interior sofre viol\u00eancia e n\u00e3o h\u00e1 um transporte para socorr\u00ea-la. Existe muita pol\u00edtica, sim. Mas cad\u00ea as capacita\u00e7\u00f5es para os gestores? Cad\u00ea o material que precisamos para trabalhar? N\u00f3s n\u00e3o temos\u201d, indigna-se.<\/p>\n<p>E mesmo diante de tantas diverg\u00eancias de pontos de vista e debates calorosos, Francine Gagliotti\u00a0veio de S\u00e3o Paulo representar os interesses das milhares de mulheres que n\u00e3o puderam se deslocar at\u00e9 Bras\u00edlia para participar da mobiliza\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>\u201cEspero que as pol\u00edticas sejam aprovadas para que cheguem \u00e0s mulheres que n\u00e3o tem possibilidade de estar aqui. Tudo tem que chegar para todas as mulheres do pa\u00eds, principalmente aquela que s\u00f3 sobrevive, s\u00f3 trabalha 8 e at\u00e9 12 horas por dia. A gente t\u00e1 aqui para defender tamb\u00e9m essas mulheres.\u201d<\/p>\n<h2>Voz coletiva<\/h2>\n<p>\u201cMas \u00e9 preciso ter for\u00e7a, \u00e9 preciso ter ra\u00e7a, \u00e9 preciso ter gana sempre. Quem traz no corpo a marca, Maria, Maria, mistura a dor e a alegria.\u201d Essa esp\u00e9cie de hino atemporal representou o anseio coletivo dos segmentos sociais, os movimentos feministas, gestoras p\u00fablicas, acad\u00eamicas, organiza\u00e7\u00f5es de mulheres e outros setores da sociedade civil.<\/p>\n<p><strong>No fim, v\u00e1rias frentes comprometidas com a mesmas pautas; igualdade e equidade de g\u00eanero; enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia, discrimina\u00e7\u00e3o e racismo; universalidade e acesso \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas; participa\u00e7\u00e3o ativa das mulheres em todas as fases das pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/strong><\/p>\n<p>As demandas trazidas dos diversos territ\u00f3rios das etapas anteriores \u00e0 confer\u00eancia nacional foram analisadas durante tr\u00eas dias, nesta semana, em Bras\u00edlia, e votadas pelas delegadas credenciadas na tarde desta quarta-feira<br \/>(1\u00ba). As propostas deliberadas v\u00e3o contribuir para o fortalecimento e aprimoramento do Plano Nacional de Pol\u00edticas P\u00fablicas para Mulheres, para orientar\u00a0o governo federal na elabora\u00e7\u00e3o\u00a0das pol\u00edticas para todas as mais de 100 milh\u00f5es de brasileiras.\u00a0<\/p>\n<p>A ministra das Mulheres, Marcia Lopes, defende que a confer\u00eancia nacional n\u00e3o se encerre, depois de tantos reencontros, pois a mobiliza\u00e7\u00e3o das mulheres por direitos e pol\u00edticas p\u00fablicas continuam nas comunidades das participantes que voltam a seus territ\u00f3rios de luta. \u201cApesar de concluir a 5\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Pol\u00edtica para as Mulheres, que a gente entenda e tenha consci\u00eancia que esta confer\u00eancia n\u00e3o acaba aqui, n\u00e3o acaba hoje. Ela tem que continuar at\u00e9 o in\u00edcio da realiza\u00e7\u00e3o da 6\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Pol\u00edtica para as Mulheres\u201d.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2025-10\/brasilia-conferencistas-pedem-politicas-para-todas-mulheridades\">Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A can\u00e7\u00e3o Maria, Maria, de Milton Nascimento e Fernando Brant, foi cantada em coro pelas quase 4 mil credenciadas na 5\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Pol\u00edticas para as Mulheres (5\u00aa CNPM), em Bras\u00edlia, nesta quarta-feira (1\u00ba), \u00faltimo dia da mobiliza\u00e7\u00e3o nacional. Juntas, elas homenagearam a for\u00e7a e a resili\u00eancia das mulheres brasileiras. 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