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{"id":4561,"date":"2025-10-16T10:07:30","date_gmt":"2025-10-16T13:07:30","guid":{"rendered":"https:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/2025\/10\/16\/pesquisas-brasileiras-avancam-no-diagnostico-de-alzheimer\/"},"modified":"2025-10-16T10:07:30","modified_gmt":"2025-10-16T13:07:30","slug":"pesquisas-brasileiras-avancam-no-diagnostico-de-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aparecidax.com.br\/index.php\/2025\/10\/16\/pesquisas-brasileiras-avancam-no-diagnostico-de-alzheimer\/","title":{"rendered":"Pesquisas brasileiras avan\u00e7am no diagn\u00f3stico de Alzheimer"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Estudos recentes feito por cientistas brasileiros confirmaram o potencial de um exame de sangue para o diagn\u00f3stico do Alzheimer. <strong>As an\u00e1lises apontam o bom\u00a0desempenho da prote\u00edna p-tau217 como o principal biomarcador para distinguir, por meio desse exame, indiv\u00edduos saud\u00e1veis de pessoas com a doen\u00e7a.<\/strong> O objetivo das pesquisas, apoiadas pelo Instituto Serrapilheira, \u00e9 levar os\u00a0estudos para o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) para uso em larga escala.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1663079&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1663079&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Segundo Eduardo Zimmer, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apoiado pelo instituto, atualmente no Brasil existem dois exames capazes de identificar o Alzheimer: o exame de l\u00edquor, um procedimento invasivo\u00a0no qual \u00e9 feita uma pun\u00e7\u00e3o lombar utilizando uma agulha bem fina; e o exame de imagem (tomografia). Antes disso, a \u00fanica forma de detectar a possibilidade da doen\u00e7a era o exame cl\u00ednico, normalmente feito por um neurologista que fazia diagn\u00f3stico baseado nos sintomas do paciente.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cTanto o exame de l\u00edquor quanto a tomografia podem ser solicitados pelo m\u00e9dico para o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a de Alzheimer assistido por biomarcadores. O problema \u00e9 que quando pensamos num pa\u00eds como o Brasil, continental, com 160 milh\u00f5es de pessoas que dependem do SUS, como vamos fazer esses exames em larga escala? Uma pun\u00e7\u00e3o lombar necessita de infraestrutura, experi\u00eancia e\u00a0normalmente \u00e9 o neurologista que faz. J\u00e1 o exame de imagem \u00e9 muito caro para usar no SUS em todo o pa\u00eds\u201d, afirmou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A pesquisa, assinada por 23 pesquisadores, incluindo oito brasileiros, analisou mais de 110 estudos sobre o tema com cerca de 30 mil pessoas, confirmando que o p-tau217 no sangue \u00e9 o biomarcador mais promissor para identificar a doen\u00e7a de Alzheimer.<\/strong>\u00a0Al\u00e9m de Zimmer, o estudo conta com Wagner Brum, aluno de doutorado e membro do grupo de pesquisa\u00a0na UFRGS, como coautores.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=440734:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/6Taz2KyYHapshHSeQSfEUGN_Pa4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/10\/16\/eduardo-zimmer-scaled-e1732217976884.jpg?itok=n0X1dwUt\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 16\/10\/2025 - Eduardo Zimmer. Foto: Instituto Serrapilheira\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Instituto Serrapilheira\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/6Taz2KyYHapshHSeQSfEUGN_Pa4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/10\/16\/eduardo-zimmer-scaled-e1732217976884.jpg?itok=n0X1dwUt\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 16\/10\/2025 - Eduardo Zimmer. Foto: Instituto Serrapilheira\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Instituto Serrapilheira\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=440734 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Pesquisador brasileiro Eduardo Zimmer, da UFRGS, participa de estudo sobre diagn\u00f3stico do Alzheimer\u00a0&#8211; Foto\u00a0<strong>Instituto Serrapilheira\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=440734--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Os resultados foram obtidos em an\u00e1lises de 59 pacientes e os testes foram comparados com o \u201cpadr\u00e3o ouro\u201d, o exame de l\u00edquor, apresentando alto n\u00edvel de confiabilidade, acima de 90%, padr\u00e3o recomendado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS)<\/strong>. Segundo Zimmer, ao mesmo tempo um grupo de pesquisadores do Instituto D\u2019Or, no Rio de Janeiro, e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), os professores S\u00e9rgio Ferreira, Fernanda De Felice e Fernanda Tovar-Moll, devolveram um estudo praticamente igual e com os mesmos resultados.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cS\u00e3o duas regi\u00f5es diferentes do pa\u00eds, com gen\u00e9tica e caracter\u00edsticas socioculturais completamente diferente e o exame funcionou muito bem\u201d, destacou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Atualmente, o diagn\u00f3stico precoce da doen\u00e7a de Alzheimer \u00e9 considerado um dos principais desafios de sa\u00fade p\u00fablica no mundo.<\/strong> De acordo com a OMS, aproximadamente 57 milh\u00f5es de pessoas no mundo vivem com algum tipo de dem\u00eancia \u2014 dessas, pelo menos 60% t\u00eam o diagn\u00f3stico de Alzheimer. No Brasil, o Relat\u00f3rio Nacional sobre Dem\u00eancia, de 2024, estima cerca de 1,8 milh\u00e3o de pessoas com a doen\u00e7a. A previs\u00e3o \u00e9 que o n\u00famero pode triplicar at\u00e9 2050.<\/p>\n<h2>Baixa escolaridade<\/h2>\n<p><strong>No estudo, os cientistas identificaram que a baixa escolaridade parece acentuar mais a doen\u00e7a, refor\u00e7ando a hip\u00f3tese de que fatores socioecon\u00f4micos e educacionais impactam no envelhecimento do c\u00e9rebro.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA baixa escolaridade \u00e9 um fator de risco muito importante para o decl\u00ednio cognitivo, ficando acima de idade e sexo. Fizemos esse estudo no Brasil e o primeiro lugar disparado \u00e9 a baixa escolaridade. No contexto biol\u00f3gico, a gente entende que o c\u00e9rebro que \u00e9 exposto a educa\u00e7\u00e3o formal cria mais conex\u00f5es. \u00c9 como se a gente exercitasse o c\u00e9rebro que fica mais resistente ao decl\u00ednio cognitivo\u201d, ressaltou o pesquisador.<\/p>\n<h2>SUS<\/h2>\n<p><strong>O diagn\u00f3stico por exame de sangue j\u00e1 \u00e9 uma realidade na rede privada. Testes realizados no exterior, como o americano PrecivityAD2, s\u00e3o oferecidos no Brasil a um custo que pode chegar a R$ 3,6 mil.<\/strong> Embora apresentem alta precis\u00e3o, seu pre\u00e7o elevado refor\u00e7a a import\u00e2ncia de desenvolver uma alternativa nacional e gratuita.<\/p>\n<p>O pesquisador explicou que, para que o exame chegue ao SUS, primeiro \u00e9 preciso entender se ele vai ter a performance necess\u00e1ria. Em segundo lugar estabelecer a estrat\u00e9gia e a log\u00edstica para a inclus\u00e3o no SUS.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cPrecisamos de v\u00e1rias avalia\u00e7\u00f5es para entender onde as an\u00e1lises ser\u00e3o feitas, quando esses exames v\u00e3o ser utilizados, que popula\u00e7\u00e3o ser\u00e1 beneficiada, se vai acelerar ou n\u00e3o o diagn\u00f3stico no SUS\u201d, disse.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Entretanto, antes de chegar a essa etapa ainda h\u00e1 um caminho a ser percorrido, o que dificulta colocar uma estimativa dessa disponibilidade. <strong>Os resultados definitivos estar\u00e3o dispon\u00edveis em cerca de dois anos. Apesar de a doen\u00e7a ser mais frequente em pessoas com 65 anos, ser\u00e3o iniciados estudos em pessoas com mais de 55 anos.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cVamos come\u00e7ar os estudos com indiv\u00edduos com mais de 55 anos, porque sabemos que existe uma fase que a gente chama de pr\u00e9-cl\u00ednica da doen\u00e7a de Alzheimer, que \u00e9 quando a doen\u00e7a come\u00e7a a se instalar, mas o indiv\u00edduo ainda n\u00e3o tem sintomas. A ideia \u00e9 conseguirmos mapear tamb\u00e9m a preval\u00eancia desses indiv\u00edduos\u201d, acrescentou\u00a0Zimmer.<br \/>\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>De acordo com o Instituto Serrapilheira, a pesquisa foi publicada na revista Molecular Psychiatry, e os resultados foram refor\u00e7ados em revis\u00e3o internacional publicada em setembro, no peri\u00f3dico Lancet Neurology.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-10\/pesquisas-brasileiras-avancam-no-diagnostico-de-alzheimer\">Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudos recentes feito por cientistas brasileiros confirmaram o potencial de um exame de sangue para o diagn\u00f3stico do Alzheimer. 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